domingo, janeiro 09, 2011

Afinal, quem é a exceção?

Depois do 11 de setembro, passado o impacto da tragédia, a opinião dominante nos debates e na vida intelectual é que o covarde assassinato de milhares de pessoas teria sido fruto de uma minoria de fanáticos muçulmanos pois o islã era uma religião que pregava a paz e não o confronto. O terrorismo islâmico (duas palavras que os progressistas não aceitam que sejam colocadas juntas) seria uma exceção e não o sentimento dominante de uma população majoritariamente pacífica.

Pois vendo 50 mil pessoas reunidas para reverenciar um assassino que executou com 24 tiros um governador paquistanês que teve a ousadia de defender uma cristã condenada à morte por blasfêmia, fico me perguntando se esta exceção é o assassino ou o governador. Na virada do ano vários cristão foram assassinados em países de maioria muçulmana sob o silêncio covarde da mídia e da intelectualidade ocidental, sempre disposta a gritar quando uma das suas minorias de estimação é vítima de alguma violência. O que obviamente não inclui cristãos, mesmo e países que são extrema minoria.

Afinal, que é a exceção, o terrorista fanático ou o muçulmano tolerante?



- Posted using BlogPress from my iPad

Nenhum comentário: