sábado, janeiro 15, 2011

Obras do fim do ano

Não consegui tempo para fazer resenha das obras que li no final do ano. Vou ficar devendo mesmo. Segue, pelo menos, um rápido comentário sobre cada uma delas.

Coragem - Chico Xavier

Nesse livro, Chico psicografa uma série de mensagens mostrando que para ser um bom cristão é preciso ter coragem para seguir as leis morais deixas por Cristo. O caminho para a salvação é repleto de obstáculos, mas o trabalho e a caridade são poderosas armas para vencer as dificuldades.

Maigret se diverte - georges Simenon

O inspetor Maigret está de férias e acompanha pelo noticiário dos jornais o desenvolvimento de um famoso caso de homicídio. Mais uma vez de maneira magistral, Simenon trata da nossa necessidade de nos sentirmos insubstituíveis, da cobertura jornalística e do fascínio que a maldade exerce sobre os seres humanos. Através de seu detetivo, o autor mostra que o interesse pelo mal é apenas um lado da moeda, pois as pessoas interessam-se pelos limites do ser humano, tanto para o mal quanto para o bem.

Conto de Inverno - William Shakespeare

Como lidar com o arrependimento? Como redimir um erro cometido que causou muito mal a tanta gente? Como tentar concertar o que não pode mais ser concertado? São reflexões que Shakespeare nos traz nesta peça que mistura drama, tragédia, comédia e redenção na medida certa. Uma poderosa lembrança para algo que nunca podemos esquecer: estamos sempre sujeitos ao erro.

Claro e Escuro - Gustavo Corção

Hoje parece difícil acreditar, mas houve uma época em que uma das grandes discussões no país era a lei do divórcio. O que hoje parece corriqueiro e natural em nossa sociedade já foi objeto de debates acalorados. Eu mesmo nunca tinha pensado sobre o assunto e fiquei admirado pela coerência da argumentação do genial pensador brasileiro, injustamente esquecido pelo nosso mercado editorial, contra a instituição do divórcio. O mais interessante é que mesmo sendo católico, não utiliza nenhum argumento religioso em sua defesa, apenas o uso da l´øgica e da razão. Me deu muito o que pensar sobre o assunto.

A cabana - William P Young

O tema central do best-seller de Young é uma pergunta que atravessou a idade média e foi eixo de discussão na filosofia escolástica, se existe Deus, por que Ele permite a maldade no mundo? Por que o mundo não é perfeito, por que o bem não predomina. A partir da tragédia pessoal de uma família, o autor coloca diante de um pai atormentado a santíssima trindade em pessoa para responder suas indagações e tentar responder a estes questionamentos.


O medo de maigret - georges simenon

Aqui Simenon aproveita um crime em uma pequena cidade francesa para refletir sobre a diferença social e o conflito de classes. A suspeita que uma família rica esteja envolvida em uma série de assassinatos coloca a população humildade da cidade em polvorosa e logo uma série de líderes surgem para promover a chamada justiça social. Um dos personagens emblemáticos é de um professor que não exita em mentir para tentar a condenação de um dos ricos da cidade, mostrando que o desejo de justiça pode muitas vezes, como se viu na Revolução Francesa, esconder um brutal desejo de vingança pura e simples.

Israel e a Revolução - Eric Voegelin

Não tem jeito, esse foi um dos livros que são superiores ao meu grau de conhecimento. Os conceitos que Voegelin trabalha, a sua visão de uma civilização e suas instituições políticas a partir de seus níveis mais básicos e profundos exige uma atenção e dedicação de um leitor que, de primeira leitura, não fui capaz de ter. Ainda bem que aprendi com Mortimer Adler que os livros que realmente valem a pena tem essa característica, estão acima de nós e precisam ser lidos mais de uma vez. Israel e a Revolução vai para a lista de releituras.

Os Mensageiros - Chico Xavier

Um dos livros da série iniciada por Nosso Lar, que conta como se organiza a vida após a morte. O foco desse volume é a interação entre espíritos desencarnados e encarnados, ou em outras palavras, o que acontece do lado de lá do espiritismo.

Como Gostais - William Shakespeare

Nessa comédia, Shakespeare utiliza a troca de papeis com maestria fazendo mulher se fazer de homem que se faz de mulher, sem esquecer que os atores eram todos homens na época! É dessa peça uma das mais famosas citações do draumaturgo: "o mundo inteiro é um palco...".


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