segunda-feira, maio 30, 2011

Pessimista?

Quem me conhece sabe que sou normalmente uma pessoa alegre, que procura sempre achar o lado positivo das coisas. No entanto, quando leio os meus posts, confesso que me vejo em um tom pessimista demais, como se não acreditasse em uma solução para os grandes problemas humanos.

De certa forma, não acredito mesmo, pelo menos no curto e médio prazo. Acho que a geração que está no poder e a próxima que se seguirá, a minha, estão irremediavelmente perdidas pois foram atropeladas por este grande crime que aceitamos de bom grado, a revolução cultural baseada no divórcio entre idéias e realidade. Talvez, e aqui vai minha esperança, as crianças de hoje nos salvem de toda essa ideologia nociva que se espalhou pelos quatro cantos do mundo, até porque elas são as que sofrem hoje, e sofrerão ainda mais no futuro, os males de uma geração de hedonistas egocêntricos que acreditam que estamos nesse mundo para ser feliz.

Minha alegria de viver baseia-se no fato simples de que acredito sinceramente que nossa razão de vida é sermos melhores. Esse é um poder libertador fantástico. Independente da situação política, da taxa de juros, do humor do deus mercado, do politicamente correto (esse nome que deram para o politicamente idiota), das lambanças do Obama, meu papel no mundo é simples, tentar de todas as maneiras ser uma pessoa melhor. Não é que eu não queira salvar o mundo, mas simplesmente percebo que essa questão é de uma idiotice sem par. Ninguém pode salvar o mundo de si mesmo, não existe essa conversa de fazer um mundo melhor, não da forma que se entende hoje.

Querem fazer um mundo melhor? Cuidemos de nossas próprias almas. Sejamos melhores e faremos um mundo melhor porque é impossível uma pessoa ser melhor sem ajudar o próximo. Essa é toda a verdade implícita no mandamento de amar ao próximo como a si mesmo. Não é um pensamento egoísta de viver só para si, mas de a partir de nossa própria depuração, nos tornarmos capazes de ajudar de forma efetiva aqueles que necessitam da nossa ajuda; e não a quem achamos que precisam de nós, da forma como achamos que devem ser ajudados, o que é muito diferente.

Felicidade não é um direito, não é uma meta de vida. É, antes de tudo, uma consequência direta de nossa reforma íntima. Temos uma tendência natural para o bem e nos tornamos felizes à medida que constatamos as pequenas vitórias contra nossos vícios e pecados. Essa é a essência da mensagem cristã, uma mensagem que já havia sido antecipada por Sócrates e Platão. Um paradoxo, como quase tudo que Jesus nos trouxe. Ajudamos aos outros à medida que ajudamos a nós mesmos.

Claro que esse ajudar a nós mesmos não quer dizer acumular riquezas materiais ou conseguir alegrias efêmeras. As recompensas que nossos vícios nos trás duram pouco, contribuem para nossa tristeza no longo prazo, atrasam nosso caminho e aumentam nosso fardo; apenas as alegrias de nossas vitórias íntimas são duradouras. São aquelas que realmente lavam nossas almas.

Dizem que existem certos grupos de pessoas __ socialistas, ecologistas, progressistas, esquerdistas e mesmos muitos conservadores __ que estão certos nos fins a que se propõem; o único problema seriam os métodos. Eles realmente querem fazer o bem, apenas erram no como. Penso que a verdade é exatamente o contrário, como já ensinou Chesterton, elas acertam nos meios, o problema são os fins.

As armas dessa turma são extremamente eficientes, mobilização popular, pressão, convencimento, propaganda, disposição para lutar. A grande questão é para o que esses poderosos meios são utilizados. Acreditam que a ênfase é fazer o bem e aí está o grande equívoco. A ênfase não pode ser fazer o bem, mas querer ser bom, o que é muito mais poderoso e de alcance ilimitado. Imaginem utilizar todos esses meios no único propósito de salvarmos nossas próprias almas. Seguramente teríamos um mundo melhor, justamente, mais um paradoxo!, porque deixaremos de pensar em fazer um mundo melhor!

Quando nos convencemos que devemos fazer o bem, abrimos uma verdadeira caixa de pandora de todas as maldades já concebidas pelo homem e outras que ainda virão! Hitler, por exemplo, acreditava estar fazendo o bem quando mandava judeus para a morte; Lenin achava que estava fazendo o bem ao escravizar seu próprio povo para combater o capitalismo; o socialista acha que está fazendo o bem ao condenar as próximas gerações a arcar com os custos e a falência de um sistema previdenciário sem salvação; os ecologistas acham que estão fazendo o bem ao banir o homem da existência para proteger o ecossistema.

Nenhum deles estava ou está preocupado em ser bom, até porque, já são! Essa questão, a crucial da humanidade, não faz sentido para esse tipo de pessoa. Se estou trabalhando para um mundo melhor, é porque já sou bom o suficiente para esse novo mundo! Eu tenho a solução! Dê-me poder e farei as transformações necessárias, farei o bem, salvarei suas almas para que estejam comigo no paraíso que estou construindo para todos nós.

Essa é a mente de um lunático, de uma pessoa que não entendeu nada de nossa realidade ontológica. Uma mente sã, não pensa em salvar o mundo pois está preocupada demais em salvar a si mesma; uma mente sã, quer vencer o mal que existe em seu coração e não no coração do vizinho; não é que uma mente sã não queira um mundo melhor, é que ela acha que não merece um mundo melhor. É essa sanidade que salvará o mundo e não a loucura do lunático.

Um dia essa loucura vai passar. Coisa de muitos anos para frente, muitos mesmo. Enquanto esse dia não chega, vou lutando no dia-a-dia para evoluir moralmente e espiritualmente e com isso dou minha parcela, pequena mais sincera, para a melhoria do mundo que vivemos. Não sou melhor nem melhor do que ninguém mas tenho uma certeza me anima e me dá força, posso ser muito melhor do que sou hoje. Os que estão preocupados em salvar o mundo que se cuidem, estão perdendo sua alma no processo. E serão cobrados por ela.

Precisa falar mais?

Livros pra inguinorantes, por Carlos Eduardo Novaes
Jornal do Brasil


Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!

A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magna.

Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

segunda-feira, maio 23, 2011

Os responsáveis

Palocci conseguiu reunir uma turma de peso para defendê-lo: Sarney, Jucá, Maluf, Temer, além dos petistas de sempre. Tudo isso mostra o gigante moral que é.

Palocci foi o mesmo que fez o que fez em 2006 contra o caseiro Francenildo. Foi capitão da campanha da Dilma ano passado, portanto ninguém pode dizer que achou que não estaria no governo.



Dilma é responsável por colocar esse salafrário como uma espécie de primeiro ministro. Mas ninguém parece muito disposto a cobrar isso dela, como se escolher ministros não fosse sua responsabilidade. Ainda mais um corrupto de carteirinha.

O jornalismo fez sua parte e destaco um jornalista da Veja, sim da Veja!, Lauro Jardim. Durante dois anos soltava pequenas notas positivas em sua coluna sobre Palocci, uma campanha orquestrada para "limpar" o nome do agora ministro. Olavo de Carvalho tem um pensamento interessante sobre jornalistas. Sempre que pensarmos nele temos que lembrar de três coisas:

1. sabem muito menos do que acham que sabe
2. constantemente erram
3. nunca são responsabilizados quando erram

Por fim, os eleitores. Todos? Claro que não. Com o nível de informação que tem não se pode responsabilizar a maior parte das pessoas que votaram nesse conjunto de corruptos. Como um servente de pedreiro vai entender a gravidade de usar o poder do estado para violar um sigilo bancário? De pagar uma mensalidade para deputados votarem em projetos do governo? Em endividar o país para pagar bolsa família e passar a conta para os próximos governos? Esse não pode ser responsabilizado de maneira nenhuma.

Mas como disse o mestre, a quem muito foi dado, muito será cobrado. Os que tem acesso a todo tipo de informação, os que conseguem saber o que é corrupção de verdade, do problema de fraudar princípios democráticos, esses tinham obrigação moral de gritar que não se pode votar nesse tipo de gente. Fizeram isso?

Não é que tenham se omitido, fizeram pior. Fizeram campanha, defenderam essa corja! Tudo porque não podem colocar um dúvida seus ideais elevados de fraternidade e igualdade por causa dessa coisa fantástica e assustadora chamada realidade. Acham que aprendem? Infelizmente não pois estão preocupados em defender idéias que façam se sentirem melhor.

Por isso temos Palloci, por isso temos Dilma e tudo que essa gente representa.

Quando passar essa nojeira toda e não tiverem mais como deixar de ver a verdade, sentirão uma imensa vergonha de terem sido tão tolos. Mas será uma vergonha tão grande pela absurdidade da coisa que só terão uma opção, negar até a morte pois são orgulhosos demais para reconhecer um erro tão gritante. E serão responsabilizados, como tudo na vida.


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domingo, maio 22, 2011

Qual o valor da vida?


O Terceiro Homem (The third man)

Uma das questões que sempre me intrigaram é a exata noção do mal quando o pratica. Uma pessoa que comete um crime, por exemplo, confessa para si mesmo a extensão do mal? Ou mente para si mesmo procurando justificar-se? Nunca vi ninguém dizendo "matei porque quis, poderia ter feito outra coisa mas matei. Aliás, matei justamente porque é o mal, era isso que eu queria". Eduardo Giannetti em seu livro "Auto-engano" defende que o ser humano precisa mentir para si mesmo como forma de encarar a responsabilidade dos seus atos.


Esse é um dos temas que Graham Greene aborda no curto "O Terceiro Homem". Holy Martins (traduzido para um espantoso Rolo Martins pela L P e M) é um escritor de livros de faroeste que visita Viena no pós-guerra, quando a cidade está ocupada pelas quatro potências. Descobre que seu anfitrião, o amigo de infância, Henry Lime, acabara de falecer em um acidente de carro. Pior, que o amigo estava envolvido em atividades criminosas. Por conta própria, resolve investigar o caso e se depara com a questão do mal.


O que mais intriga Holy é como uma pessoa que se diz cristã consegue praticar algo daquela natureza. No final, um interlocutor afirma que na verdade estava fazendo um favor para aquelas pessoas pois a vida era um grande martírio. Ao mesmo tempo o horror de um mundo que acabava de sair do maior conflito de sua história era outra justificativa. Afinal, se os homens que lideravam suas nações podiam sacrificar soldados e civis daquela maneira, porque ele deveria se sentir culpado por algumas mortes resultantes de uma atividade sua?


O Terceiro Homem chama atenção para essas questões. Em um mundo em que a vida humana perdera o sentido, porque deveríamos ter tanto cuidado com ela? Em um mundo devastado por uma guerra sem sentido, qual o valor da vida?

quinta-feira, maio 19, 2011

Palocci?

De novo?

Tudo que poderia ser dito desse indecoroso já havia sido dito quando usou toda estrutura do ministério da fazenda para violar o sigilo bancário de um caseiro e jogá-los às feras. Fossemos um pouco mais decentes, jamais poderia voltar à vida pública.

Graças ao nosso sistema proporcional, virou deputado. Como tem a inexplicável simpatia de um monte de gente acabou como principal ministro da poderosa, o que mostra também o caráter de quem escolhe. Não é Lauro Jardim? O colunista da Veja fez campanha por mais de ano postando semanalmente notinhas simpáticas a este crápula da política. Acham que aprendeu? Que nada, já está escrevendo bobagens para defender o indefensável. Um dos piores problemas de acreditar na esquerda é que quando a pessoa cai em si, a vergonha é tão grande por ter sido enganada tão simploriamente que é melhor defender até a morte que o real não é real. Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus olhos?

E aqui estamos. O maior talento do empresariado brasileiro é Antonio Palocci. Pena que nunca tenha mostrado essa eficiência toda ao dirigir os negócios do estado, seríamos hoje uma potência!

Sim, eu sei, ele é melhor do que a maioria da turma do PT. Mas isso diz mais sobre o PT do que do próprio Palocci.

Quem o pariu que o embale. Quem vota nessa gente que acorde. Nunca é tarde para reconhecer um erro.


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sexta-feira, maio 06, 2011

Quem vigia os vigilantes?

Em qualquer país democrático do mundo, a Suprema corte tem como função principal defender a constituição. Simples assim. O grande problema é que muitas vezes o texto não é claro e os juízes devem dar à sociedade a interpretação adequada. O perigo é quando essa interpretação passa dos limites e a corte passa a legislar, ignorando a independência entre os poderes.

O que diz a constituição?

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

Onde está a falta de clareza? Ah, os tempos mudaram, os gays tem o direito de ser protegido pelo Estado da mesma forma que uma família (jamais usarei o termo família tradicional), etc e tal. Tudo bem, para isso o povo vai para as urnas e elege seus representantes. O artigo não está protegido por uma cláusula pétrea. Basta que o Congresso vote uma emenda alterando o artigo.

O que o Supremo fez ontem? Comportou-se como o legislador. Não cabe a ele dizer se acha que os gays devem ser protegidos pelo Estado da mesma forma que uma família. Cabe a eles dizer SE A CONSTUIÇAO DIZ ISSO. E ele NÃO DIZ! Pode-se lamentar, mas não se pode passar por cima dela, PRINCIPALMENTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL!!!!

Será tão difícil de entender? Não vou entrar no mérito da questão, não acho que se possa decidir sobre isso levianamente. Mas fica claro que o supremo passou dos limites em busca dos aplausos de uma parte minoritária da sociedade mas muito influente, os tais "formadores de opinião", que na verdade não conseguem formar opinião nenhuma. Se conseguissem, a questão estaria onde deveria estar, no Congresso Nacional para ser debatido.

Para quem apelar quando o Supremo descumpre a constituição? Aí está outro grande problema, talvez maior ainda. Não há para quem apelar! O Supremo passa a ter um poder que nem os absolutistas tiveram. Engraçado que quando deveriam decidir, no caso da extradição do terrorista italiano Cezare Battisti, deram ao presidente da república a prerrogativa de cumprir ou não a "decisão".

O Supremo evidenciou ontem que nos últimos anos as instituições brasileiras estão cometendo arakiri coletivo, o que não é de se estranhar visto a infiltração petista em todos os orgãos do estado. Isso vai acabar bem, como normalmente acontece quando uma democracia retrocede.

Por fim, não poderia deixar de registrar um fenômeno que comecei a ressaltar ultimamente. A hipocrisia esquerdista. Figura fácil nos últimos dias foi a progressista modelo Marta Suplicy defendendo a causa gay. A mesma que quando foi cadidata a prefeitura de São Paulo deu a entender que seu adversário era gay com o intuito de atingí-lo, o que mostra seu caráter.

Pois São Paulo, do país chamado por uns de Homofóbicos, elegeu esse adversário mesmo considerando a possibilidade de ser gay. Mas isso é assunto para outra discussão.


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