sábado, outubro 29, 2011

Pensamentos sobre o Pan

  1. Ok, a cada pan melhoramos um pouquinho, até porque temos algum investimento para isso. O nosso problema não é saber o que fazer com o atleta, mas gerar um conjunto maior para poder escolher esses atletas, o que se faz com massificação. Não acho que a solução para isso seja colocar educação física como disciplina obrigatória na escola; isso já foi feito antes e não deu resultados. O nosso desempenho esportivo representa apenas o valor que a sociedade dá para o esporte no Brasil. Só vejo uma mudança no futuro quando essa importância mudar e temo as soluções "científicas", geralmente o modelo soviético ou cubano, para essa questão, que não sei nem se é problema. Afinal, qual é o problema de não ser uma potência olímpica?
  2. O pessoal da Globo deve estar morrendo de ir. A Record está mostrando na prática porque a emissora dos bispos não pode se meter com transmissões esportivas de grande porte. É tudo um fiasco só. Não estou nem falando da qualidade, um eufemismo, para seus narradores esportivos, mas pela estratégia toda da coisa. A emissora é incapaz de dar uma parada na transmissão de um jogo de duas horas para mostrar uma prova de atletismo que dura menos de um minuto em que o Brasil está brigando pela medalha de outro. Colocar uma "janelinha" no canto da transmissão? Nem pensar! Sem contar que no domingo praticamente ignora toda a programação para passar sua grade normal. E reclamavam que a Globo comprara os direitos e mostrava pouco!
  3. Cuba? Fala sério. Ainda tem gente que acha que uma prisão pode ser um exemplo de competência esportiva. Chico Buarque e cia fizeram realmente uma bagunça danada na cabeça dos brasileiros. É o que dá confundir sambista com poeta.
  4. Sim, alguns brasileiros favoritos perderam a medalha de ouro, assim como alguns que não eram a ganharam. Por isso é esporte; há uma competição. Aí vem aquela ladainha toda sobre amarelar na hora de decidir. Como se os atletas de ponta tivessem o pan-americano como sua prioridade no ano.
  5. Parabéns a todos os atletas que competiram. Só temos que ver o pan-americano como realmente é e não nos iludirmos, como sempre fazemos, para as olimpíadas. Lá é outra estória.


quarta-feira, outubro 19, 2011

A grande ameaça

Estou acompanhando desde 2008 as discussões sobre crise econômica mundial e seus desdobramentos. Com raríssimas excessões, ninguém está tocando em um problema que pode estar na raiz de tudo que está acontecendo. Não se trata de mera especulação pois os dados são fáceis e muitas conclusões praticamente matemáticas. Estou falando da demografia.

Quem primeiro me chamou atenção para o problema foi Spengler, do Asia Times. Desde então tenho dedicado um pouco do meu tempo livre a essa questão, cada vez mais me convencendo de que a grande ameaça do nosso século é a demografia. Particularmente a queda das taxas de natalidade ao redor do mundo.

“the dominant factor for business in the next two decades, absent war, pestilence or collision with a comet, is not going to be economics or technology. It will be demographics.”
(Peter Drucker, 1997)





Esqueçam aquela imagem de uma África faminta ou de uma Tóquio superpovoada. Isso ainda existe, mas não é uma ameaça global. O fato de pessoas morrerem de fome no continente africano é lastimável sob todos os aspectos, ainda mais porque o mundo consegue produzir alimento para todos. Só que ninguém boa parte das pessoas não são afetadas pessoalmente pelo fragelo.

A queda da taxa de natalidade, por outro lado, é um evento global e já está tendo repercussões em todo mundo. O grande problema, que poucas pessoas percebem, é que esse fenômeno tem outro consequente: o rápido envelhecimento populacional. Aí a coisa pega.

As consequências do envelhecimento de uma população são2: aumento dos custos sociais (saúde e previdência principalmente), sobrecarga sobre a população ativa (menos pessoas para pagar impostos e trabalhar), crise fiscal pelo desequilíbrio entre produção e gastos sociais, diminuição na capacidade de inovação, menos pessoas dispostas a assumir riscos e recessão econômica pela contração do consumo. Exatamente o que estamos vendo hoje no chamado primeiro mundo1.

Para piorar ainda mais a situação, não são apenas os países ricos que estão envelhecendo, o fenômeno é praticamente global. Países emergentes como Brasil, China e México estão indo pelo mesmo caminho e vão enfrentar os mesmos problemas, mas com muito menos dinheiro para fazer ajustes. Esses países estão envelhecendo antes de ficar ricos.

Observem os acontecimentos e associem com a demografia. A conexão vai saltar aos olhos de tão clara. Claro que existem inúmeras outros problemas ligados ao envelhecimento populacional: aumento da imigração, segurança do estado, segurança interna e outros.

Nos anos 70 e 80 ficamos apavorados com a imagem de um mundo superpovoado, seguindo ainda ecos das previsões Malthusianas. A ameaça agora é um mundo contraído, com a fundamental ausência de jovens. Deveríamos, ao invés de ler pensamentos inspirados no apocalipse de Malthus, ler um livro muito mais antigo que dizia simplesmente: crescei e multiplicai-vos. É a receita para um mundo são.




1 Não dá para levar a sério Paul Krugman e Mirian Leitão depois disso não é?

2 Sobre esse assunto, ler esse relatório.

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segunda-feira, outubro 17, 2011

prisioneiros do erro

Uma das coisas que me cansam é uma certa mania das pessoas usarem a frase "tudo é relativo" ou uma de suas variantes "não existe verdade". Elas acreditam tanto nisso que passa a ser uma verdade absoluta, o que mostra como a frase é vazia de significado e uma impossibilidade lógica.

O que elas querem, ao dizer essa frase, é ter o direito de estarem erradas e não precisar se corrigir. Assim, não existem verdades, apenas ponto de vistas.

O pior é que essa barbaridade é ensinada nas escolas e está na raiz do pensamento moderno; o que mostra que o pensamento moderno tem problemas muito sérios.

Mais do que direito a estar errado, deseja-se o direito a continuar no erro e persistir na ação. Talvez isso seja novo na humanidade. Saber que está errado e mesmo assim estar no direito de considerar-se certo.

Essas inversões conceituais são os principais problemas do nosso tempo. Economia, política, sociologia, tudo mais derivam da falsa liberdade de se pensar o que quiser. Com isso torna-se na verdade prisioneiro.

Prisioneiros do erro.

sábado, outubro 15, 2011

Encaixando quadrados em triângulos




O grande fenômeno do século XX, que prossegue no XXI, foi a hipertrofia do estado moderno e a consequente diminuição do indivíduo. Muitos ainda acham pouco, defendem que esse estado seja ainda mais poderoso e absoluto.

Esse aumento do poder do estado não teria como acontecer não fosse pela tecnologia, pelo avanço científico, principalmente dos processos de gestão. Passo a passo com o aprimoramento da administração privada, os governos foram adquirindo instrumentos para garantir a ampliação de seu papel na sociedade. O resultado é o estado que temos hoje, onde um ferramental tecnológico sem paralelo na história permite que se caminhe a passos largos para um controle absoluto sobre indivíduos e empresas. Algo parecido com o que Huxley visualizou no cada vez mais indipensável Admirável Mundo Novo.

Um dos tipos desse pesadelo moderno, cheio de boas intenções, é o super-tecnocrata. É um funcionário público, honesto, capaz de usar todos esses instrumentos de controle e que conhece a legislação no detalhe; sabe citar artigos e legislações pelo nome, no caso, pelo número. Ele realmente acredita que um sistema criado pelo homem (a legislação) baseado em uma visão de um processo perfeito (como a compra de um bem) pode ser aplicado bastanto seguir o que está previsto.

O que ele não sabe é que nada criado pelo homem é perfeito. A perfeição não foi um dos dons que o homem recebeu. Todos nascemos falhos e esse é um dos sentidos do que os cristãos chamam de pecado original.

O tal processo perfeito não existe pois os processos são reais. Tentar tratar um caso real como se fosse este caso perfeito e até certo tempo utópico, é querer encaixar uma peça quadrada em um triângulo.

Não esto dizendo aqui que deve-ser ignorar a legislação por não ser possível aplicá-la na prática. A grande questão é que mais um sistema limitante constituída de proibições, uma lei deve conter os princípios que devem nortear os atos humanos, todos falíveis. Reconhecer que o bom senso deve ter um espaço na análise de qualquer ato e recordar uma das grandes lições de Tomás de Aquino é fundamental para se conduzir uma administração pública.

Que licão é essa? A de que toda norma é geral e toda situação é particular e concreta. A arte do sábio é saber aplicar a primeira na segunda, ou seja, encaixar um quadrato em um triângulo. Aquino se referia aos 10 mandamentos e as normas morais; mas o mesmo princípio vale para qualquer legislação. As situações são particulares e devem ser julgadas como tal.

Esse princípio não entra na cabeça do super-tecnocrata. Para esse existe realmente um mundo perfeito regido por leis perfeitas. Confia segamente em leis e regulamentos e qualquer ato em desacordo com o previsto deve ser penalizado o infrator. Tudo é dano ao erário, independente se o tal erário é danificado ou não. Não tem compreensão verdadeira do que seja bom senso pois, para ele, o bom senso é o extrito cumprimento de uma norma lega. Os números dos artigos e leis são os cânones que usa para fazer seus julgamentos. No fundo, é um fanático como qualquer falso religioso que quer tratar as leis gerais independente das situações particulares.

A simples existência de pessoas assim mostram um sistema doente. Esse é um dos motivos que o estado deve ser visto como um mal necessário e deve ter seu poder limitado. O indivíduo deve ter um certo grau de liberdade, podendo errar ou acertar, mas sempre sendo julgado por seus motivos e sua grau de responsabilidade e não pelo simples cumprimento de um dispositivo legal.

A pretenção de querer ser perfeito é a pretenção de querer ser Deus. O fruto dessa idéia só pode ser a desgraça e o sofrimento.




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quarta-feira, outubro 12, 2011

Fidelidade ao mundo

Right Turns - Michael Medved (2004)




O grande problema das ideologias é a atitude diante da realidade. Um bom ideólogo, ao verificar que sua teoria não encaixa no mundo em que vive, tenta mudar o mundo para se adequar ao sistema mental que tem em sua cabeça. O homem são reflete e modifica suas idéias diante do que está vendo.

Michael Medved é um exemplo da atitude sensata de um homem diante do mundo real. Na juventude um liberal convicto, colega de Hillary Clinton, a ponto de fazer campanha para candidados democratas e estar a poucos metros de Bobby Kennedy quando este foi assassinado. O problema é que Medved foi fiel não a suas idéias, mas ao mundo em que vivia; e esse mundo estava em contradição com suas próprias convicções políticas.

Em Right Turns, ele conta como gradualmente se afastou das idéias de esquerda e foi se tornando o que é hoje, um dos radialistas conservadores mais influentes nos Estados Unidos. O processo não foi estantâneo, muito menos indolor, mas a pessoa que estava ao lado dos Kennedys nos anos 60 terminou ao lado de Reagan nos 80. Medved virou para a direita.

O livro é interessante não só por expor suas reflexões pessoais, mas como um painel do que aconteceu no seu país a partir de meados da década de 60. As agitações políticas do final da década, o problema do Vietnã, o governo Carter, Reagan, Bush. Um olhar que muitas vezes contradiz a visão comum sobre alguns acontecimentos chave do período. Os estudantes americanos, por exemplo, só começaram a protestar contra o Vietnã quando Johnson suspendeu a resolução que impedia que universitários fossem convocados para a Guerra e deixaram de protestar quando Nixon os isentou novamente _ a guerra ainda duraria 2 anos.

O que Medved denuncia no seu livro é uma imensa hipocrisia que alimentava seus ideais de esquerda e continuam alimentando liberais ainda hoje. Seja na imprensa, em Hollywood, na política, liberais buscam seus interesses pessoais mas disfarçam com uma pretença idéia que estão lutando pelos outros, fazendo que se sintam bem consigo mesmos. Medved rompeu com essa círculo e resolveu encarar o mundo como realidade


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terça-feira, outubro 11, 2011

A mais antiga das questões: a morte.

O Filme dos Espíritos (2011)




Já foi dito que a questão filosófica mais importante é a morte. E como lidamos com ela. Por mais que se avance nos mais diversos campos, a questão ainda aflinge a maioria das pessoas: a morte é inevitável.

Normalmente a relação do homem com a morte se dá pela religião. Considerando que a religião expressa a nossa visão do mundo e que as explicações para a morte estão diretamente relacionadas com a visão que se tem da existência e de seu fim, o encontro é inevitável. E normalmente trágico.

A pergunta que o filme coloca é simples: se Deus existe e é soberanamente justo e bom, por que nos deixa morrer? Ou melhor, por que aparentemente a morte leva as pessoas sem nenhum motivo aparente? Por que pessoas boas morrem? Por que o homem sofre?

Essa questão fundamental, da relação da morte com a justiça divina atravessou a história da humanidade. A resposta que o filme coloca, já expressa no título, é a doutrina espírita; ou mais precisamente, a crença da reencarnação.

A visão tradicional cristã da existência após a morte pode dar um consolo para a expectativa de nossa própria morte ou da partida de um ente querido, mas claramente deixa lacunas importantes sobre a justiça de Deus. O grande problema é o julgamento único e definitivo que leva o homem para a solução eterna: céu ou inferto, ou mesmo o purgatório.

A resposta vinda dos espíritos, colocadas por Allan Kardec no Livro dos Espíritos, é que o homem vive muitas vidas e seu objetivo é um só, sua melhoria, a tal reforma íntima pregada por Jesus.

E em torno dessa mensagem que o filme se desenvolve em torno de vários personagens, todos lidando com a perda pela morte e o inconformismo com essa situação. O personagem principal, Bruno, enfrenta a dor da perda da esposa e a aparente injustiça de seu fim trágico. Outros personagens passam por situações semelhantes. A dor está por toda parte.

O filme foi muito bem costurado, com trilha sonora excelente, e uma sucessão de cenas que mostra que com talento é possível fazer um bom filme com recursos limitados; uma boa estória sempre terá apelo. Uma lição que o cinema de hoje parece ter esquecido completamente.


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segunda-feira, outubro 10, 2011

Festival de hipocrisia em Wall Street




Parece que ainda vai levar muito tempo para nos livrarmos das idéias desastrosas e perigosas de Marx e cia. Os esquerdistas resolveram ocupar Wall Street e protestar contra as grandes corporações; segundo eles, os grandes responsáveis pelos problemas que tem enfrentado.

Esqueça os anos de déficit público elevado, as política econômicas liberais que incharam o estado produzindo uma enorme massa disforme e inútil, a crença que em algum lugar além do arco-íris tem um pote de ouro capaz de financiar todos os delírios de justiça social, a criação de pessoas que realmente acham que não precisam produzir pois os que produzem têm obrigação de sutentá-los. Os grandes culpados são os ricos e na prática os "hippies" do século XXI baseiam sua visão de mundo na velha e boa luta de classes. São os ricos os culpados por suas próprias situações. Aí começa o show de hipocrisia.

Os mesmos jornalistas e comentaristas que atacavam a suposta agressividade do Tea Party, agora silenciam sobre a violência dos ativistas de esquerda. Associam Wall Street e as grandes corporações com os Partido Republicano, como se a concentração econômica não fosse uma obcessão democrata. Com seus iphones nas mãos, ipods nos ouvidos e roupas da gap, tentam ser uma espécie de comuna de Paris protestando contra tudo. O que querem? E isso importa?

Estão fora do tempo e, para variar, fora da realidade. O universo paralelo que essa gente vive realmente é um lugar lindo, coerente e simples. Mas falso.

Não morro de amores pelas grandes corporações, mas sou coerente suficiente para dizer que tenho em minha casa muito do seu produto. A baixo preço se comparado pelo retorno que tenho. Os hipócritas que estão em Wall Street têm mais do que eu, a preço ainda menor e se sentem na condição de protestar.

Esse é os Estados Unidos de Obama.


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quarta-feira, outubro 05, 2011

Greve dos Correios. Uma palavrinha.

Acho que a sindicalização e o direito à greve foram importantes conquistas para os trabalhadores para negociar em melhores condições com as empresas suas condições de trabalho. Através desses instrumentos, os trabalhadores podem se organizar e negociar em conjunto buscando melhores acordos. Infelizmente, a politização dos sindicatos, que se tornaram braços dos partidos de esquerda, colocaram em segundo plano os interesses das pessoas que teoricamente deveriam representar.

Um dos grandes problemas é a greve de funcionários públicos. O fundamento de uma greve é que durante a paralização a empresa sofre prejuízos e, nos limites da lei, procura ceder na negociação buscando um acordo satisfatório para ambos. Quanto mais tempo levar a negociação e a greve, maior serão os prejuízos da empresa, forçando-a a encurtar todo o processo.

A grande questão da greve do funcionário público é que esse princípio básico não funciona. Como a estatal ou o governo não precisa de lucro para existir, nem os interesses dos gerentes são afetados pela greve, não há pressa para resolver os impasses. Afinal, quem fica com o prejuízo são os usuários do serviço público. No caso dos correios, todas as pessoas que utilizam o serviço. A não se que se acredite realmente que os patriotas do PT, PMDB e etc, que administram a empresa, estejam realmente preocupados com os infelizes que utilizam do serviço do correios.

Por isso, greves de funcionário públicos duram essa eternidade. Na prática, os grevistas usam as pessoas comuns, os consumidores, como refém na negociação e os negociadores das estatais e governos tem muito menos interesse em resolver rapidamente o problema do que uma empresa privada. Só por isso a greve de funcionário público deveria ser proibida por lei. Em caso de insatisfação com os salários, procure seu emprego na iniciativa privada. Existem salários ruins de funcionários públicos? Certamente. Mas os salários e os benefícios indiretos no mundo privado são ainda piores. Por que os funcionários públicos acham que deveriam ganhar mais do que seus colegas do mundo privado?

E ainda tem a hipocrisia de ver funcionários públicos enrolados em bandeiras do Brasil, junto com aquelas porcarias do PT, PSOL, etc, dando uma de patriotas. Uma banana para essa gente! Vão trabalhar porque no fundo estão em melhor condição do que a grande maioria dos brasileiros. Querem fazer greve? Que saiam do emprego público e deixem o salário pago pelo contribuinte, que não tem nada a ver com o salário que estão recebendo, para outro que dê mais valor. O mercado privado está de braços abertos para os competentes. Coragem!





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terça-feira, outubro 04, 2011

Os novos moralistas


Existe um certo tipo de pessoa que realmente se acha em um nível avançado em relação à humanidade. Está acima de qualquer religião porque a simples idéia de religião está atrasada. Está acima de qualquer idéia de moralidade e ética porque essas idéias são produtos culturais atrasados. Está acima da própria realidade do mundo porque essa realidade insiste em não querer acompanhar o progresso da humanidade; no caso, claro, do progresso de uns poucos uniciados. A massa ainda está acorrentada a uma série de dogmas inúteis e atrados como família, Deus, mundo real, enfim, bom senso. Uma espécie de mito das cavernas entendido por uma mente formada pela tal "escola crítica".

Esta pessoa é chamada de progressista. O principal problema é quando essa pessoa assume poder suficiente para impor o progresso a esses seres pré-históricos que se recusam a ver a luz. Ela não percebe que sua não-religião é uma religião, que seu desprezo à moral é uma moral, que sua recusa em aceitar a realidade é... bem, nesse caso é loucura mesmo.

O resultado disso tudo é achar que a propaganda da Gisele B. ofende as mulheres, que a propaganda dos poneis malditos ofendem os poneis, que as piadas do Rafinha Bastos(algumas realmente infelizes) ofendem as minorias e assim por diante. Se tudo isso viesse de um religioso, este seria chamado de intolerante, embora exista uma coerência no que um religioso acredita e a condenação a essas coisas todas. Mas o progressista? Este não vê problema nenhum com uma parada gay no meio da tarde de domingo, que uma criança espero a maioridade para definir seu sexo (?!??), participa da tal marcha das vagabundas que defendia o direito de mulher se vestir como... uma vagabunda!, acha que Israel tem que ficar quieto enquanto é atacado e que a criação do estado judeu foi um erro da ONU.

São os novos moralistas. E estão no poder.




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