quarta-feira, outubro 05, 2011

Greve dos Correios. Uma palavrinha.

Acho que a sindicalização e o direito à greve foram importantes conquistas para os trabalhadores para negociar em melhores condições com as empresas suas condições de trabalho. Através desses instrumentos, os trabalhadores podem se organizar e negociar em conjunto buscando melhores acordos. Infelizmente, a politização dos sindicatos, que se tornaram braços dos partidos de esquerda, colocaram em segundo plano os interesses das pessoas que teoricamente deveriam representar.

Um dos grandes problemas é a greve de funcionários públicos. O fundamento de uma greve é que durante a paralização a empresa sofre prejuízos e, nos limites da lei, procura ceder na negociação buscando um acordo satisfatório para ambos. Quanto mais tempo levar a negociação e a greve, maior serão os prejuízos da empresa, forçando-a a encurtar todo o processo.

A grande questão da greve do funcionário público é que esse princípio básico não funciona. Como a estatal ou o governo não precisa de lucro para existir, nem os interesses dos gerentes são afetados pela greve, não há pressa para resolver os impasses. Afinal, quem fica com o prejuízo são os usuários do serviço público. No caso dos correios, todas as pessoas que utilizam o serviço. A não se que se acredite realmente que os patriotas do PT, PMDB e etc, que administram a empresa, estejam realmente preocupados com os infelizes que utilizam do serviço do correios.

Por isso, greves de funcionário públicos duram essa eternidade. Na prática, os grevistas usam as pessoas comuns, os consumidores, como refém na negociação e os negociadores das estatais e governos tem muito menos interesse em resolver rapidamente o problema do que uma empresa privada. Só por isso a greve de funcionário público deveria ser proibida por lei. Em caso de insatisfação com os salários, procure seu emprego na iniciativa privada. Existem salários ruins de funcionários públicos? Certamente. Mas os salários e os benefícios indiretos no mundo privado são ainda piores. Por que os funcionários públicos acham que deveriam ganhar mais do que seus colegas do mundo privado?

E ainda tem a hipocrisia de ver funcionários públicos enrolados em bandeiras do Brasil, junto com aquelas porcarias do PT, PSOL, etc, dando uma de patriotas. Uma banana para essa gente! Vão trabalhar porque no fundo estão em melhor condição do que a grande maioria dos brasileiros. Querem fazer greve? Que saiam do emprego público e deixem o salário pago pelo contribuinte, que não tem nada a ver com o salário que estão recebendo, para outro que dê mais valor. O mercado privado está de braços abertos para os competentes. Coragem!





- Posted using BlogPress from my iPad

4 comentários:

Anônimo disse...

"O mercado privado está de braços abertos para os competentes. Coragem!"

Serve também para o autor do blog?

Anônimo disse...

Um salario de carteiro é de R$882,00. Legal vc dizer que estas pessoas não tem direito a greve, ou busquem outras áreas de competência....

Vi do lado direito que vc tem alguma coisa de militar (coturno noturno). Tenho certeza vc nao eh militar. E se eventualmente for militar e tiver filha(s), nao pretende deixar sua pensao para ela(s) e se tem irma, seu pai, se for militar, nao vai deixar pensao para ela.

Tenho certeza, pois caso contrario vc seria mais um hipocrita ou demagogo como os outros por ai....

Marcos Guerson Jr disse...

Não, indendente do salário, não acho que tenha direito à greve; pelo menos enquanto for uma empresa estatal.

Só que a greve tem uma forte conotação política não é mesmo? Justamente contra a privatização da empresa...

Pois então eu passo a defender o direito à greve para que os carterios possam reivindicar um salário que considerem mais justo. Mas primeiro, privatize-se os correios.

Alguém topa?

Marcos Guerson Jr disse...

Anônimo das 3:51.

Serve para qualquer um.

Quem optar para trabalhar para o estado, não deveria fazer greve.

simples assim.