terça-feira, outubro 04, 2011

Os novos moralistas


Existe um certo tipo de pessoa que realmente se acha em um nível avançado em relação à humanidade. Está acima de qualquer religião porque a simples idéia de religião está atrasada. Está acima de qualquer idéia de moralidade e ética porque essas idéias são produtos culturais atrasados. Está acima da própria realidade do mundo porque essa realidade insiste em não querer acompanhar o progresso da humanidade; no caso, claro, do progresso de uns poucos uniciados. A massa ainda está acorrentada a uma série de dogmas inúteis e atrados como família, Deus, mundo real, enfim, bom senso. Uma espécie de mito das cavernas entendido por uma mente formada pela tal "escola crítica".

Esta pessoa é chamada de progressista. O principal problema é quando essa pessoa assume poder suficiente para impor o progresso a esses seres pré-históricos que se recusam a ver a luz. Ela não percebe que sua não-religião é uma religião, que seu desprezo à moral é uma moral, que sua recusa em aceitar a realidade é... bem, nesse caso é loucura mesmo.

O resultado disso tudo é achar que a propaganda da Gisele B. ofende as mulheres, que a propaganda dos poneis malditos ofendem os poneis, que as piadas do Rafinha Bastos(algumas realmente infelizes) ofendem as minorias e assim por diante. Se tudo isso viesse de um religioso, este seria chamado de intolerante, embora exista uma coerência no que um religioso acredita e a condenação a essas coisas todas. Mas o progressista? Este não vê problema nenhum com uma parada gay no meio da tarde de domingo, que uma criança espero a maioridade para definir seu sexo (?!??), participa da tal marcha das vagabundas que defendia o direito de mulher se vestir como... uma vagabunda!, acha que Israel tem que ficar quieto enquanto é atacado e que a criação do estado judeu foi um erro da ONU.

São os novos moralistas. E estão no poder.




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