quinta-feira, dezembro 29, 2011

Em viagem, com minha família (o mais importante de tudo)

Fim de ano, férias, uma boa hora para viajar com a família.

Lembro nitidamente da minhas férias com meus pais quando era criança; principalmente quando acampávamos. O mais importante era estarmos todos juntos e ao mesmo tempo distante desse dia-a-dia que consome tanto o nosso tempo; muito por culpa nossa, confesso. Aquele velho problema das prioridades. Se tudo é importante, nada é importante. Quando viajamos, deixamos tudo isso para trás e, principalmente quando visitamos lugares novos, sozinhos, ganhamos um tempo precioso para nós como grupo, como família.

Chesterton estava certo, como sempre. Quem foge da própria família, foge do mundo. É muito fácil conviver com quem sempre concorda contigo, que tem os mesmos pensamentos. Imaginem como seria fossemos colocados, por acaso, no meio de um grupo estranho, com interesses e aptidões muito diversas. O que faríamos? Tentaríamos conviver ou sairiamos correndo?

Pois isso aconteceu conosco no dia que nascemos. Fomos colocados em um grupo aleatório, com diferentes personalidades, pelo menos aparentemente. Nossa família nada mais é do que uma amostra da humanidade, com muitas das suas virtudes e pecados. Quer ser tolerante? Conviva com sua própria família, pois estará convivendo com o mundo. Fugir dela é a mesma coisa que dar as costas à humanidade; pior ainda, de fugir de nós mesmos, pois no fundo sabemos que ninguém é mais difícil de enganar do que quem nos acompanhou desde a infância, que viu o que temos de melhor e de pior.

A primeira grande alieanção que uma pesso tem é se isolar da sua família. Tudo que vem a partir daí é um enorme conto de fadas. Ou pesadelo. Depente do ponto de vista.

Pensem a respeito.

E boas férias!


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