sábado, dezembro 03, 2011

Irma La Douce

Direção: Billy Wilder
Com: Jack Lemmon, Shirley Maclaine
EUA, 1963

Um policial honesto, e um tanto ingênuo, recebe o encargo de patrulhar uma rua de prostituição em Paris onde as prostitutas, cafetões, clientes e polícia vivem em perfeita simbiose. Nestor acaba fora da polícia, se torna cafetão de Irma e se apaixona por ela, inventando um cliente inglês rico, o L
ord X, para tira-la das ruas.

Divertida comédia que trata, com muita sensibilidade, sem moralismo, das prostituição. Sim, trata-se de uma visão romanceada, que evita as partes espinhosas da profissão, mas que foca na relação entre duas pessoas que estão em campos opostos da sociedade. A tensão entre o caráter rigidamente honesto de Nestor e a justificativa moral de Irma acaba levando-o a inventar o Lord X. Moustache, o dono do bar, pontua todos os acontecimentos, funcionando como uma espécie de alter ego do autor. Sua descrição econômica do fluxo do dinheiro na prostituição é por si só um achado.

Em um tempo em que os diálogos eram a grande arma de um autor, Irma La Douce é especialmente feliz por conta com diálogos afiados, além de um excelente trabalho de Lemmon e Maclaine, que talvez nunca tenha estado tão linda em um filme. Definitivamente um filme que vale a pena assistir.





Quotes:


Moustache: To be overly honest in a dishonest world is like plucking a chicken against the wind... you'll only wind up with a mouth full of feathers.

Moustache: Shows you the kind of world we live in. Love is illegal - but not hate. That you can do anywhere, anytime, to anybody. But if you want a little warmth, a little tenderness, a shoulder to cry on, a smile to cuddle up with, you have to hide in dark corners, like a criminal. Pfui.


Irma: This is nota a job, its a profession



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